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          Princípios para o exercício do bom jornalismo

      Tendo em vista a relevância da profissão dos jornalistas, na divulgação das informações, e até em alguns casos, dependendo da força do seu veículo de comunicação, como formadores de opinião, verificou-se a importância de se estabelecer normas que regulem não só o exercício da profissão como também a conduta dos profissionais.
      Esse tipo de preocupação não se restringe apenas ao tratamento da informação no âmbito do território nacional, mas sim, encontra respaldo em diferentes organizações internacionais. Nesse sentido, diversos encontros foram promovidos pela UNESCO (órgão  vinculado a Organização das Nações Unidas- ONU) para debater esse assunto.
      Desses encontros promovidos desde o ano de 1978, resultou o texto chamado: Os princípios internacionais de ética profissional dos jornalistas, que foi aprovado em 1º de junho de 1988 pela UCIP (União Católica internacional de Imprensa), que expressa a posição da organização e que procura nortear a atuação dos profissionais enquanto jornalistas no trato com a informação.


       Considerando que todos os princípios citados são relevantes para o exercício de profissão de uma forma digna, sem dúvida alguns pontos se destacam enquanto outros,  com as mudanças de comportamento das sociedades nesse período bem como do mercado de trabalho, nos dias atuais não encontram tanto respaldo até mesmo por parte dos próprios jornalistas.
       Sem dúvida participar do exercício de acesso à informação por parte do povo com certeza deve ser o princípio no qual todos os outros devem se basear . Uma informação transparente, apurada por profissionais neutros que tenham compromisso com a verdade, respeitando a vida privada é o que é de interesse público são conceitos que devem estar presentes diariamente no exercício da função.
      Como também devemos entender que existe uma linha limite entre a ética do jornalista e a defesa  de causa específicas. O profissional não pode se deixar manipular para ser usado e levantar bandeiras que visem causas pessoais. Antes disso deve fazer da profissão um meio de disseminar a informação da forma mais abrangente e clara possível, não permitindo interpretações dúbias que possam causar desentendimentos e até mesmo gerar situações em que o risco a sua vida pode ser iminente. Agir da maneira mais neutra possível talvez seja o caminho mais correto para defender seu próprio interesse pelo bom jornalismo.

Janete Regina S. Carvalho

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